Ads 468x60px

Labels

Sample text

Social Icons

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O Dom da Palavra

A palavra é uma fotografia sonora do espírito.

E é também um agente determinante da conduta das pessoas.

Pedro afirma que o Cristo possui “Palavras de Vida Eterna”.

E nós, que palavras possuímos?

Costumamos ir ao médico por gastrite ou disfonia, reumatismo ou cardite; enfim, vamos ao tratamento quando um órgão nobre adoece.

No entanto o dom da palavra é igualmente nobre.

E, relativo ao dom da palavra, padecemos frequentemente de imperceptíveis patogenias.

Comentamos a vida alheia e gastamos tempo com piadas deprimentes.

Dizemos inutilidades e diminuímos a esperança e a alegria dos outros.

Enfim, comentamos, divulgamos e aumentamos o mal.

A palavra repercute, criando fora de nós o seu clima específico, e, dentro de nós, ela, ao sair da boca, espalha-se energeticamente pelo corpo, através dos comandos do centro laríngeo, e passa a excitar o organismo, para que ele a converta à condição de ato.

Vigiemos as nossas conversas...

Selecionemos cada palavra...

E, um dia, reconheceremos que o mal prevalece no mundo, náo só porque “os bons são tímidos”, mas principalmente porque, se náo fazem mal, nele falam por demais. 

Bichuetti, Jorge. Da obra: Centelha Divina. 
Ditado pelo Henrique Krüger. 
Editora Espírita Paulo e Estevão.




quinta-feira, 21 de julho de 2011

Acordemos

É sempre fácil examinar as consciências alheias, identificando os erros do próximo, opinar em questões que não nos dizem respeito, indicar as fraquezas dos semelhantes, educar os filhos dos vizinhos, reprovar as deficiências dos companheiros, corrigir os defeitos dos outros, aconselhar o caminho reto a quem passa, receitar paciência a quem sofre e retificar as más qualidades de quem segue conosco...

Mas enquanto nos distraimos, em tais incursões a distância de nós mesmos, não passamos de aprendizes que fogem, levianos, à verdade e à lição.

Enquanto nos ausentamos do estudo de nossas próprias necessidades, olvidando a aplicação dos princípios superiores que abraçamos na fé viva, somos simplesmente cegos do mundo interior relegados à treva...

Despertemos, a nós mesmos, acordemos nossas energias mais profundas para que o ensinamento do Cristo não seja para nós uma bênção que passa, sem proveito à nossa vida, porque o infortúnio maior de todos para a nossa alma eterna é aquele que nos infelicita quando a graça do Alto passa por nós em vão!...

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Araras, SP: IDE, 1978.

Mensagem: Não Julgueis

“Não julgueis para não serdes julgados.”

“Quem pode auferir o grau de dificuldade que existe dentro de um coração? A consciência espírita induz-nos a reconhecer que pouco conhecemos das lutas de cada um.

Muitas vezes aquele que nos fere traz a alma intumescida de dor, desequilibrando-o. Possivelmente, atravessando as mesmas dificuldades que ele, agiríamos de forma idêntica ou mais desarrozoadamente.

Alguns nos atingem carregando sombras e dramas dolorosos que despertariam em nós compaixão ao invés de mágoa, se conhecêssemos suas amargas realidades.

Diversos agem de maneira desagradável, porque trazem no peito o fel de situações desesperadoras que desconhecemos e portanto, este raciocínio deve nos favorecer um comportamento mais compassivo. Cada alma carrega “vidas” extremamente complexas, em festival de dores e desencantos, fragilidades e equívocos, erros e acertos. Somos também assim.

Quando o Senhor recomendou que evitássemos o julgamento da conduta do próximo, referia-se exatamente a este ato de amor e indulgência do qual somos necessitados por nossa vez, já que todos trazemos uma longa história de quedas e reerguimento, tendo sido auxiliados pela misericórida de muitos que nos estenderam as mãos das mais variadas maneiras.

Ajudar e servir na tarefa do bem solicita-nos aposentar a toga do julgamento e muito mais a pena de condenação.”

Do livro “Ajuda-te” de Frederico Menezes, autor de “Luz para a vida sem fim”

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Feliz dia do amigo!!!!

Quero ser o teu amigo.
Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder

Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso: é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias.

(de Fernando Pessoa - Enviado por Márcia,via grupo Evolução 5M, no dia 20/07/2011)

Não Sei - Cora Coralina

Não sei se a vida é curta ou longa demais pra nós,
mas sei que nada do que vivemos tem sentido
se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:

Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela não seja nem curta,
nem longa demais, mas que seja
intensa, verdadeira, pura,
enquanto durar.

Feliz aquele que
transfere o que sabe
e aprende o que ensina

(de Cora Coralina - Enviado por Márcia,via grupo Evolução 5M, no dia 10/07/2011)

Mensagem de 19/07/2011

A dor é apenas uma face, a mais explícita de algo muito maior e profundo. Sentí-la nem sempre traz solução aos conflitos da alma. Esta que traz impressa tudo que realmente somos e que apesar de nossos esforços, se desnuda mostrando o verdadeiro Eu, que surge em meio a atitudes, opiniões e sentimentos que não reconhecemos ou não queremos reconhecer. Quando notamos a existência deste Eu ou quando as consequências destas reações ocultas nos ferem a fantasia de quem acreditávamos ser, a dor sobe a superfície forte e marcante.

É sempre difícil reconhecer defeitos tão criticados nos outros pois sempre nos achamos mais e melhor. A vaidade de ¨achar que somos¨, por vezes, é oposto ao nosso verdadeiro mundo interior, assim nos convencemos pela dor que necessitamos de mudanças profundas e verdadeiras.

As marcas no espírito são tão reais e presentes que podem trazer do ontem doenças, limitações e até, sinais de nascença ou semelhanças físicas.

No mundo real, as nossas tentativas de esconder nossa condição são sempre fracassadas, pois todos precisamos ter a consciência e a certeza de que a verdade absoluta é sempre maior do que as realidades criadas pela conveniência.

Enquanto a ilusão continuar habitando a morada de nossas mentes vaidosas, solidificadas pelo orgulho e pelo individualismo, nossa casa interior continuará a ter uma janela com grades.

As lágrimas que queimam nosso rosto podem ser benéficas se forem frutos de sentimentos reais de arrependimento, perdão e amor. Estes sentimento podem fecundar outros e construir nova morada para o Eu verdadeiro, que assim poderá iniciar um novo caminho onde o homem não terá mais necessidade de se esconder pois já se perdoou e já se reconheceu com condições de crescer. Assim um novo caminho se inicia, onde a única direção nos conduz a compaixão e ao bem de todos. Neste caminho, não há mais lugar para o velho Eu pois este, deu lugar ao Nós.

¨Nós¨ confiamos em vocês; orai e vigiai, sempre!

Adriano - 19/07/2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Família de sempre

Outro dia, para colaborar com uma colega de grupo (sábado na Nossa Casa) que relatava suas dificuldades com o filho mais velho, eu me atrevi a contar minha experiência como filho problemático. Na ocasião, contei que os motivos, prováveis, de sempre ter sido podado, desprezado, e castrado (bloqueado) psicologicamente pelo meu pai era claro; como resultado me tornei um homem triste, pessimista e com baixa autoestima. Obviamente, eu não fui o melhor filho do mundo e isto não têm origens somente neste encarnação.

Neste passado, fui muito pior do que sou hoje, e nestas vidas em nome da luxúria, egoísmo, prepotência e futilidade muita dor causei ao que hoje é minha família.

Acontece que quando pensava estar ajudando a outra pessoa, contando breve parte de minhas histórias, retirava uma das muitas máscaras que usamos para nos ocultar dos outros e principalmente de nós mesmos. O resultado disto foi que desci do trono do orgulho e prepotência, onde hora nos colocamos no papel de vítima hora no papel de juiz, criticando os outros pelas coisas que mais nos incomodam e que, por este motivo, certamente possuímos como força motriz do verdadeiro Ser que ainda somos.

Quando se desce do citado trono, podemos ver melhor as nossas situações passadas e presentes com mais clareza e podemos sem carregar medos andar e iniciar uma nova jornada.

As máscaras que usamos pelo caminho nos disfarçam (às vezes) mas também nos impedem de seguir em frente pelo melhor caminho. Ficamos reféns das aparências e das expectativas dos outros e de nós mesmos – pura e absoluta ilusão. E assim, sem o confronto com nossa verdadeira realidade podemos seguir, distantes da vida real que o Pai deseja a todos os filhos.

Sobre a família, lembro-me de um texto de Chico Xavier que diz “...Teus parentes, amigos são as almas que atraístes, com tua própria afinidade”, e de fato é uma verdade afinal não escolhemos pai, mãe, irmão, filhos somente pelo critério de afinidade mas muitas vezes pelo critério da necessidade espiritual de resolver problemas, desamores, ódio, violência, entre outros. Não é a toa, que somos agraciados pelo esquecimento do que fomos, do que fizemos e do que nos fizeram. Será que escolheríamos o que nos convém ao crescimento e evolução se fôssemos donos absolutos das escolhas familiares? É provável que não!

Então nossos parentes mais próximos, na verdade, são companheiros de caminhada de longa data que trazem por vezes cargas pesadas de ressentimento e dor. Isto explica a máxima de eu achar o problema do outro extremamente simples de resolver e vice-versa.

Por vezes, o título familiares: filho, mãe, pai, irmão, entre outros, pode atrapalhar a visão clara de quem ali está a sua frente. Este companheiro(a) de caminhada, velho conhecido, devido a conflitos graves vividos no passado sempre será muito mais do que um simples familiar. Aquele ideal e hierarquia clássica de família, muitas vezes, nos impede que tenhamos a percepção de que aquela pessoa viveu um outro papel em nossas vidas, ou ainda pior quando esta hierarquia familiar, equivocadamente, me permita desrespeitar ou desconsiderar opiniões do outro quando diferentes das minhas .

Os laços familiares são sempre intensos e por vezes intrincados e complicados devido estas situações que ocorreram no ontem. O convívio pode ser difícil, tempestuoso e até violento em nome dos nossos verdadeiros sentimentos que, normalmente, ficam escondidos por trás dos conceitos da sociedade, do querer ser bonito e bonzinho e até da ilusão da família ideal (ainda inatingível para a maioria de nós). O problema não são as diferenças e cobranças, o problema é como reagimos diante de situações que nos levam ao extremo do sentimento verdadeiro e do Ser sem máscaras que realmente somos.

Tenhamos a visão clara e a vontade forte de encarar a verdade, perdoando-se do que fizestes a outros e começando um novo amanhã baseado em responsabilidade, comprometimento e verdade. Reformando-se intimamente e trazendo para a sua vida, humildade, amor e perseverança é que se consegue diminuir o tamanho dos desafios afim de trilhar um caminho mais suave de amor, compreensão e cooperação.

Boa caminhada!

Adriano - 18/07/2011