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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Profecia de 2012 será sobre crise de consciência






O especialista em cultura maia explica o que esta civilização escreveu durante o próximo ano. Há quinze anos atrás, Fernando Malkun, barranquillero ( natural de Barranquilla, uma cidade da Colômbia) de origem libanesa, deixou a arquitetura que tinha estudado na Universidade de los Andes, e a qual havia se dedicado por quase uma década, para responder às perguntas que se atravessaram em sua vida. Durante esse tempo, ele se encontrou com a cultura Maia e dedicou-se completamente ao seu estudo. Hoje é um especialista no tema, com reconhecimento internacional e continua viajando pelo mundo explicando a mensagem que esta civilização deixou para os seres humanos.

Os maias disseram que o mundo iria acabar em 2012?
Estão gerando um pânico coletivo absurdo aduzindo que eles tinham anunciado que o mundo iria acabar em dezembro de 2012. Não é verdade. Os Maias nunca usaram a palavra fim. Anunciaram um momento de mudança, de grande aumento de energia do planeta, o que causaria "eventos de destino", isto é, definitivos, nas pessoas. O problema é que o nível de consciencia da maioria das pessoas atinge apenas o fim do mundo e não a transformação de consciencia.
   

Quando isso vai acontecer?
Não vai acontecer, está acontecendo. As pessoas não estão juntando todas as peças do quebra-cabeças para perceber isso. Acreditam apenas que estes eventos atuais são causados por um conjunto de "coincidencias" evolutivas. Mas estamos em uma onda de mudanças como nunca antes.

O que se percebe, segundo o que é dito pelos Maias?
A profecia anunciou que o planeta aumentaria a sua freqüência vibracional, o que é um fato: esta freqüência, que se mede com a ressonância Schumann, passou de 8 a 13 ciclos. Todos os planetas do sistema solar estão mudando. De 1992 até hoje, os pólos de Marte desapareceram 60 por cento e Vênus tem quase o dobro de luminescência. Passamos 300 anos registrando o Sol e as tempestades solares maiores têm ocorrido nos últimos seis meses. Houve um aumento de terremotos de 425 por cento. Tudo está acelerado dos pontos de vista geofísico e solar. Nosso cérebro, que irradia suas próprias ondas, é afetado por essa maior irradiação do sol. Essa carga eletromagnética é o motivo por que sentimos o tempo mais rápido. Não é o tempo físico, mas o tempo de percepção emocional.

Fale sobre 1992. Por que este ano? O que aconteceu ?
A essência das profecias maias é comunicar a existência de um ciclo de 26.000 anos, chamado "o grande ciclo cósmico". Tudo, estações, meses, dias se ajustam a esse ciclo. Há 13 mil anos atrás, o sol –assim como agora- irradiou mais energia no planeta e derreteu a camada de gelo . Essa camada desaguou no mar, elevou o seu nível em 120 metros e ocorreu o chamado "Dilúvio Universal ". Os Maias disseram que quando o sistema solar estiver novamente a 180 graus de onde estava a 13.000 anos atrás, a Estrela do Norte brilha sobre o pólo, a constelação de Aquário aparece no horizonte e o trânsito décimo terceiro de Vênus se der - o que vai acontecer em 6 de junho de 2012 - o centro da galáxia pulssará e haverá manifestações de fogo, água, terra, ar. Eles falam, especificamente, de dois períodos de vinte anos , de 1992 a 2012 e 2012-2032 - de intensas mudanças.

Por que anunciavam isso?
A proximidade da morte faz com que as pessoas repensem suas vidas, examinem e corrijam a direção que tomam. Isso é algo que ocorre somente se algo se aproxima de você, ou você passa diretamente, te impacta tremendamente. Isto é o que tem acontecido com os tsunamis,os terremotos, as catástrofes naturais de que vivemos, os conflitos sociais, economicos, etc.

Então, eles falam de morte. Eles falam de mudança, de um despertar da consciência. Tudo o que está errado com o planeta está se potencializando com o objetivo de que a mente humana se dedique a resolvê-lo. Há uma crise de consciência individual. As pessoas estão vivendo "eventos de destino", seja em seus relacionamentos, seus recursos, em sua saúde. É um processo de mudança que se baseia principalmente no desdobramento invisível, e está afetando em especial à mulher.

Por que as mulheres?
A mulher é quem terá o poder de criar a nova era, devido à sua maior sensibilidade. De acordo com as profecias - não só as maias, mas muitas-, a era que se aproxima é de harmonia e espiritualidade. As coisas que estão mal vão se resolver no período que os Maias chamaram de "tempo do não tempo", que será de 2012-2032. Desde 1992, o percentual de mulheres que vêem a aura (seres curadores) do planeta tem aumentado. Hoje, é de 8,6 por cento. Imagine que em 2014 seja de 10 por cento. Isso significaria o início de um período mais transparente. Essa seria a direção da mudança não violenta.

Mas o que se vê hoje é um aumento na agressividade ... As duas polaridades são intensificadas. Estão abertos os dois caminhos, o negativo, escuro, destruição, de confronto do homem com o homem; e o de crescimento da consciência. Existem várias vozes que estão levando os seres humanos a pensar sobre isso. Desde 1992, as informações proibidas dos gnósticos, dos maçons, dos Illuminati, estão abertas para que se utilize no processo de mudança de si mesmo. A religião esta acabando e a religiosidade é que irá permanecer.

Tudo isso , os Maias deixaram de escrito, assim específico?
Não a esse ponto. Eles disseram que o sol iria mudar as condições do planeta e criar "eventos de destino ". O sol bateu todos os recordes este ano. Os Terremotos aumentaram 425 por cento. A mudança de temperatura é muito intensa: de 92 para cá aumentou quase um grau, o mesmo que subiu nos últimos 100 anos anteriores. Antes, havia 600 ou 700 tormentas elétricas simultâneas, hoje há duas mil. Antes se registravam 80 raios por segundo, agora caem entre 180 e 220.

Como eles sabiam que isso ia acontecer?
Eles tinham uma tecnologia extraordinária. Em suas pirâmides havia altares de onde eles estudaram o movimento do sol no horizonte. Produziam gráficos com os quais sabiam quando haveria as manchas solares, quando aconteceriam tempestades elétricas. Foi um conhecimento que receberam dos egípcios, que, por sua vez, o receberam dos sacerdotes sobreviventes da Atlântida, civilização destruída 13.000 anos atrás. Os Maias aperfeiçoaram o conhecimentos e foram os criadores dos calendários mais precisos. Um deles, chamado “Conta larga” termina em 21 de dezembro de 2012, e marca o ponto do centro exato do período de 26.000 anos. Eles sabiam que essas mudanças estavam vindo e o que eles fizeram foi dar essa informação para o homem de 2012.

Será que estas mudanças só foram levantadas por eles? Todas as profecias falam da mesma coisa. Os hindus, por exemplo, anunciam o momento de mudança e falam sobre a chegada de um ser extraordinário qual o mundo ocidental cristão apregoa. Os Maias nunca falaram de um ser extraordinário que viria para nos salvar, mas falaram de crescer em consciência e assumir a responsabilidade, cada ser na sua individualidade.

E se as pessoas não acreditam nisso? Acreditando ou não, vai senti-lo no seu interior. A mudança que estamos vivenciando não é algo de se acreditar ou não. Neste momento, a maioria está vivendo um tempo de avaliação de sua vida. Por que estou aqui, o que está acontecendo, para onde eu quero ir? Basta olhar o crescimento da busca de espiritualidade, não de religiosidade, porque a religião não está dando mais respostas às pessoas.

A sua vida pessoal mudou?
Há quinze anos atrás, eu era tremendamente materialista. Minha conduta é muito diferente hoje. Eu me perguntei por que estava aqui, para quê, e por razões especiais acabei metido no mundo Maia. E posso afirmar que não se tratam de crenças falsas para substituir crenças falsas. Tirei muitas histórias da minha mente, mas eu ainda estou no terceiro nível de consciência, que é dominante no planeta. Quem está mais em cima?
Há pessoas que estão em um nível 4 ou 5. São as menos famosas, de perfil baixo. Em uma viagem conheci um jardineiro extraordinário, por exemplo. Estes seres estão em serviço permanente, afetando a vida de muitas pessoas, mas não publicamente.

O que devemos fazer, de acordo com essa teoria?
O universo está nos dando uma oportunidade individual para reestruturar nossas vidas. A maneira de sincronizar-nos é, primeiro, não ter medo, perceber que podemos mudar nossa consciência. A física quântica já disse: a consciência modifica a matéria. O que significa que sua vida depende daquilo que você pensa. A distância entre causa e efeito tem diminuído. Há vinte anos atrás, para que se manifestasse algo em sua vida, necessitava-se de muita energia. A vinte anos atrás qualquer fator de punição de um ato maldoso ganhavam-se os anos para receber alarde. Hoje tudo ganha destaque rápido. A corrupção pelo mundo a fora tem ganhado destaque internacional. As ditaduras estão caindo. As religiões estão a cada dia mais problemáticas, Hoje, você pensa algo e em uma semana está acontecendo. Sua mente causa isso. O que devemos é buscar, as respostas estão aí.

O universo está nos dando uma oportunidade individual para reestruturar nossas vidas.

______________________________
Fonte: Fernando Malkún
Site: http://www.eltiempo.com/gente/ARTICULO-WEB-NEW_NOTA_INTERIOR-10532169.html

Enviado por Luiz Fernando

domingo, 13 de novembro de 2011

Trecho da Carta de Paulo aos Corintios

"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.

Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência: ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, nada serei.

E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso se aproveitará.

O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz incovenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais acaba. Mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará. Porque em parte conhecemos e em parte profetizamos. Quando porém vier o que é perfeito, o que então é em parte, será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como um menino, sentia como menino. Quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.

Porque agora vemos como um espelho, obscuramente, e então veremos face a face; agora conheço em parte, e então conhecerei como sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a Fé, a Esperança e o Amor. Estes três. Porém o maior deles é o Amor".

Mandado por Fernando, via grupo Evolução5M, em 12/11/2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Gabriel Delanne – Um Pesquisador Incansável

Virada de século, virada de milênio, ótima oportunidade para refletir e analisar as diversas contribuições feitas no século XX ao Espiritismo e as chamadas ciências do espírito. Gabriel Delanne (juntamente a Leon Denis) marca a transição do Espiritismo do século XIX, influenciado pela presença de Kardec, para o Espiritismo do início do século XX, buscando sua afirmação científica, tentando empolgar os homens de ciência da época. Nascido em Paris, no dia 23 de março de 1857 – no mesmo ano da publicação de "O Livro dos Espíritos" – Delanne foi (juntamente com Leon Denis) o discípulo mais próximo de Alan Kardec.

Além disso foi provavelmente a 1a grande personagem espírita nascida em uma família espírita. Apenas para recordar, Allan Kardec tomo conhecimento dos fenômenos espíritas aos 50 anos e Leon Denis era adolescente quando ouviu falar pela 1a vez do Espiritismo. Gabriel Delanne nasceu em família espírita, seu pai Alexandre Delanne acompanhou de perto os trabalhos de Allan Kardec tendo formado um pequeno grupo familiar de estudos espíritas tendo como médium escrevente sua esposa (e mãe de Gabriel) Alexandrine Delanne.

Portanto desde criança Gabriel Delanne estava familiarizado com o vocabulário espiritista e assistiu desde muito pequeno a numerosas sessões espíritas. Delanne, inclusive, travou contato com o mestre Kardec na sua infância – Kardec faleceu quando Delanne tinha 12 anos de idade.

Uma vida atribulada e sofrida
Gabriel Delanne iniciou seus estudos no colégio Cluny (em Saone-et-Loire), depois no colégio de Grau (em Haute-Soane) e aos 19 anos ingressou na Escola Central das Artes e Manufatura. Como a situação financeira de seus pais não permitiu a conclusão de seus estudos começou a trabalhar na Companhia de Ar Comprimido e de Eletricidade Popp onde esteve até 1892, dividindo seu tempo entre seu trabalho e sua dedicação ao Espiritismo.

Delanne não gozava de boa saúde. De menino tinha um abcesso no olho esquerdo – pelo qual foi isento do serviço militar – o qual resultou numa infeção que iria progressivamente prejudicar sua visão. No curso dos anos seu estado de saúde foi se agravando. Em 1906 a paralisia dos membros inferiores obrigava-o a andar com duas bengalas. Nem por isso abandonou as conferências na França e no exterior, sempre divulgando as idéias espíritas. No período da 1a guerra (1914/18) a saúde de Delanne piorou ainda mais. Cada movimento era um grande sofrimento e ainda por cima ficou cego. Em 1918 já não conseguia mais andar sendo necessário o uso de cadeira de rodas. Não obstante todos esse sofrimento físico continuou produzindo incessantemente, retirado na vila de Montmorency onde Jean Myer lhe havia dado asilo.

Sua morte se deu em 15 de fevereiro de 1926, aos 69 anos de idade. Sua sepultura se encontra no famoso cemitério parisiense de Pere Lachaise.

Contribuições ao Espiritismo
Como já dito Gabriel Delanne marcou a transição e a continuação da obra de Kardec. Defensor ferrenho do caráter cientifico da Doutrina Espírita dedicou a maior parte de seus esforços na luta por consolidar o Espiritismo como uma ciência estabelecida e complementar às outras. Foi presidente da União Espírita Francesa, presidente daSociedade de Estudos dos Fenômenos Psíquicos, fundador e diretor da Revista Cientifica e Moral de Espiritismo. Escritor de grande talento dentre suas principais obras destacam-se:
  • O Espiritismo Perante a Ciência, 
  • O Fenômeno Espírita, 
  • A Evolução Anímica,
  • A Reencarnação, 
  • A Alma é Imortal, 
  • Katie King, As Materializações da Vila Carmen

Marcam suas obras a defesa ferrenha dos conceitos espíritas e o combate ao materialismo. Utilizando o método racional empregado na época, faz uso de casos e observações para comprovar suas hipóteses. Apesar de aceitar a revelação dos espíritos, sempre procurou a comprovação através dos fatos.

No meu entender sua maior contribuição ao Espiritismo foi a tese do Perispírito. Se o conceito do Perispírito havia sido introduzido por Allan Kardec, foi Delanne quem o definiu, estudou e atribuiu diversas funções na economia corporal e espiritual. Vitalista, atribui ao perispírito a resposta às questões pendentes de sua época:

Como explicar a vida? Por que se morre? Como a estabilidade orgânica é mantida frente a renovação celular constante? Como explicar a ação inteligente da alma sobre o corpo? Onde se localiza a memória? Como se dá a evolução anímica?

Para todas esses questões Delanne ofereceu como resposta a existência do Perispírito, suas características e funções. Além disso desenvolveu brilhante explicação acerca dos fenômenos espíritas, novamente utilizando o Perispírito como peça central, sempre ressaltando que o Espiritismo não tinha nada de sobrenatural e se calcava em bases naturais, ou seja, na existência desse corpo físico, porém etéreo, ponte entre a alma e o corpo físico. Introduziu também com muita força a noção do fluido vital. Finalmente atribuiu ao Perispírito a sede da memória, estabelecendo assim uma ligação entre a reencarnação e a evolução anímica.

De certa forma todo o desenvolvimento científico tentado por diversos autores espíritas, como André Luiz e Hernani G. Andrade, baseiam-se nos postulados de Delanne. É mister admitir que o progresso da ciência demonstrou que várias hipóteses de Delanne estão incorretas, porem é notável o esforço feito por ele para colocar o Espiritismo par a par com a ciência, não só pelo método empregado, mas pela busca constante de fatos que comprovem suas proposições.

A leitura de suas obras mostra um Delanne apaixonado, convencido da força das idéias espíritas e mais que tudo consciente do impacto moral das mesmas, como nos atesta o seguinte trecho da conclusão de sua obra "A Evolução Anímica" (Delanne,Gabriel – 6a Edição; Ed. FEB – pág. 252) :

"Com a certeza das vidas sucessivas e da responsabilidade dos nossos atos, muitos problemas revelar-se-ão sob novos prismas. As lutas sociais, que atingem , nesta nossa época, um caráter de aguda aspereza, poderão ser suavizadas pela convicção de não ser a existência planetária mais que um momento transitório no curso de uma eterna evolução.

Com menos orgulho nas camadas altas e menos inveja nas baixas, surgirá uma solidariedade efetiva, em contacto com estas doutrinas consoladoras, e talvez possamos ver desaparecer da face da Terra as lutas fratricidas, ineptos frutos da ignorância , a se dissiparem diante dos ensinamentos de amor e fraternidade, que são a coroa radiosa do Espiritismo."

Por toda sua dedicação a idéia espírita, na defesa do aspecto científico do Espiritismo e por seu humanismo Gabriel Delanne merece lugar de destaque entre os pensadores que contribuíram para a evolução da idéia espírita no século XX.

(por Marcelo Coimbra Régis)



sábado, 27 de agosto de 2011

Exu - Pombagira e o preconceito com as manifestações mediúnicas - Norberto Peixoto


A Umbanda é uma religião absolutamente aberta que tem inúmeras diferenças de interpretação, que variam de região para região, de terreiro para terreiro, de sacerdote para sacerdote.

A Umbanda não teve, não tem e nunca terá uma codificação ou um codificador. A Umbanda não tem uma bíblia, um livro sagrado, um poder central ou um "Papa" do saber. A Umbanda não tem uma instituição que prevaleça sobre as demais e que estabeleça normas ou formas de culto que engessem a liberdade ritual de cada terreiro e sacerdote. A unanimidade na Umbanda é "não ter unanimidades."

Especificamente a Umbanda que praticamos em nossa Choupana não é melhor do que qualquer outra prática umbandista dos milhares de terreiros deste Brasil.

Os nossos meios de divulgação - blog, lista de mensagens e canal de vídeos -, democratizando o acesso às nossas palestras, que ocorrem antes das giras, ao estudo sistematizado e as demais preleções ao qual emitimos opiniões e conceitos, baseiam-se em pontos de vistas particularizados em nossas raízes, história e práticas rituais e não objetivam impor doutrinas, verdades, dogmas ou tabus. Temos por motivação atender às inúmeras solicitações que tivemos para que disponibilizássemos estes conteúdos de forma acessível e democrática a todos que são simpáticos aos nossos trabalhos mediúnicos e rito-litúrgicos. Nossa intenção não é e nunca será estabelecer fundamentos que engessem quem quer que seja tolhendo a sagrada liberdade propiciada pela nossa religião.

Cada centro, cada terreiro, tem sua própria raiz, origem e fundamentação e em todos eles a essência do Sagrado vibra igualmente ligando-os com o Divino em conformidade ao modo de entendimento de cada agrupamento de consciências.

Possivelmente, como a maioria dos seus adeptos, entendemos a Umbanda, enquanto religião estruturada , do ponto de vista de vivências rituais individualizadas, pois acreditamos ser impossível a um ser humano vivencia-lá e percebê-la em sua totalidade e plenitude de interpolações teológicas a ponto de emitir opiniões com sentenças pétreas ou códigos definitivos. A Umbanda, pelo fato dos milhares de terreiros existentes que a compõem, serem independentes entre si, se comportando como unidades religiosas autônomas e livres, não é doutrinariamente padronizada na Terra e cremos que nunca o será por vontade do Pai.

Procuramos somente atender os anseios da comunidade que simpatiza conosco, assim como acontece de uma ou outra maneira com todos os demais terreiros, seus dirigentes e agrupamentos de médiuns.

Não damos cursos pagos, não formamos sacerdotes e os nossos eventos de estudo não emitem quaisquer certificados ou imputa fundamentos à Umbanda.

Respeitamos incondicionalmente a mediunidade e as diferenças de interpretações do Sagrado emitidas por todas as lideranças umbandistas da atualidade.

Preconizamos uma Umbanda com o Cristo-Jesus, ética, que preserva a natureza, incentiva a vida, respeita as diferenças, não objetiva quaisquer ganhos pessoais ou de instituições e fomenta o respeito, a concórdia, o amor e a fraternidade em favor da coletividade.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Família de sempre

Outro dia, para colaborar com uma colega de grupo (sábado na Nossa Casa) que relatava suas dificuldades com o filho mais velho, eu me atrevi a contar minha experiência como filho problemático. Na ocasião, contei que os motivos, prováveis, de sempre ter sido podado, desprezado, e castrado (bloqueado) psicologicamente pelo meu pai era claro; como resultado me tornei um homem triste, pessimista e com baixa autoestima. Obviamente, eu não fui o melhor filho do mundo e isto não têm origens somente neste encarnação.

Neste passado, fui muito pior do que sou hoje, e nestas vidas em nome da luxúria, egoísmo, prepotência e futilidade muita dor causei ao que hoje é minha família.

Acontece que quando pensava estar ajudando a outra pessoa, contando breve parte de minhas histórias, retirava uma das muitas máscaras que usamos para nos ocultar dos outros e principalmente de nós mesmos. O resultado disto foi que desci do trono do orgulho e prepotência, onde hora nos colocamos no papel de vítima hora no papel de juiz, criticando os outros pelas coisas que mais nos incomodam e que, por este motivo, certamente possuímos como força motriz do verdadeiro Ser que ainda somos.

Quando se desce do citado trono, podemos ver melhor as nossas situações passadas e presentes com mais clareza e podemos sem carregar medos andar e iniciar uma nova jornada.

As máscaras que usamos pelo caminho nos disfarçam (às vezes) mas também nos impedem de seguir em frente pelo melhor caminho. Ficamos reféns das aparências e das expectativas dos outros e de nós mesmos – pura e absoluta ilusão. E assim, sem o confronto com nossa verdadeira realidade podemos seguir, distantes da vida real que o Pai deseja a todos os filhos.

Sobre a família, lembro-me de um texto de Chico Xavier que diz “...Teus parentes, amigos são as almas que atraístes, com tua própria afinidade”, e de fato é uma verdade afinal não escolhemos pai, mãe, irmão, filhos somente pelo critério de afinidade mas muitas vezes pelo critério da necessidade espiritual de resolver problemas, desamores, ódio, violência, entre outros. Não é a toa, que somos agraciados pelo esquecimento do que fomos, do que fizemos e do que nos fizeram. Será que escolheríamos o que nos convém ao crescimento e evolução se fôssemos donos absolutos das escolhas familiares? É provável que não!

Então nossos parentes mais próximos, na verdade, são companheiros de caminhada de longa data que trazem por vezes cargas pesadas de ressentimento e dor. Isto explica a máxima de eu achar o problema do outro extremamente simples de resolver e vice-versa.

Por vezes, o título familiares: filho, mãe, pai, irmão, entre outros, pode atrapalhar a visão clara de quem ali está a sua frente. Este companheiro(a) de caminhada, velho conhecido, devido a conflitos graves vividos no passado sempre será muito mais do que um simples familiar. Aquele ideal e hierarquia clássica de família, muitas vezes, nos impede que tenhamos a percepção de que aquela pessoa viveu um outro papel em nossas vidas, ou ainda pior quando esta hierarquia familiar, equivocadamente, me permita desrespeitar ou desconsiderar opiniões do outro quando diferentes das minhas .

Os laços familiares são sempre intensos e por vezes intrincados e complicados devido estas situações que ocorreram no ontem. O convívio pode ser difícil, tempestuoso e até violento em nome dos nossos verdadeiros sentimentos que, normalmente, ficam escondidos por trás dos conceitos da sociedade, do querer ser bonito e bonzinho e até da ilusão da família ideal (ainda inatingível para a maioria de nós). O problema não são as diferenças e cobranças, o problema é como reagimos diante de situações que nos levam ao extremo do sentimento verdadeiro e do Ser sem máscaras que realmente somos.

Tenhamos a visão clara e a vontade forte de encarar a verdade, perdoando-se do que fizestes a outros e começando um novo amanhã baseado em responsabilidade, comprometimento e verdade. Reformando-se intimamente e trazendo para a sua vida, humildade, amor e perseverança é que se consegue diminuir o tamanho dos desafios afim de trilhar um caminho mais suave de amor, compreensão e cooperação.

Boa caminhada!

Adriano - 18/07/2011

Dona Nydia conversando com trabalhadores

Este vídeo é só pra matar as saudades...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A História do Caminheiro

UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA 

Perguntam constantemente
Quem sou?
E nada sabes de mim.
Dizes ser teu amigo
E que crês em mim.

Nada me perguntas
E nada te digo.
Basta-nos sermos amigos
E assim tem sido na nossa caminhada
De mestre e aprendiz.

A confiança existe,
Jamais te critiquei ou aprovei.
Te aceito e respeito como és:
Uma caminhante de longas estradas,
Buscando a luz e a paz.

Hoje vou te falar de mim,
Contar um pouco da minha história
Longa, cheia de expectativas
De um dia poder dizer: EU SOU.
Até lá continuarei a ser o Caminheiro.

Caminhei e caminho buscando
A luz da eternidade,
Para me fazer perfeito
Aos olhos de nosso Pai
E nele me integrar,
Voltando as minhas origens.

Sou um eterno caminhante,
Bagagem simples carrego:
Amor para distribuir,
Solidariedade, fraternidade e compaixão
Para com os homens carentes.

Dissemino ensinamentos
Aprendidos de mestres e instrutores,
Bagagem a distribuir
Aos que tem fome de saber.

Demarco caminhos aos despertos
Ao chamado do Pai
“Vem e ajuda”, para que não se percam
Nem se iludam na escolha
Da estrada a percorrer.

Me faço lanterna de luz,
Alumio caminhos escuros,
Trilhas mal traçadas,
Para que não haja retardo
E o encontro não se faça
Fora de hora, tardiamente
E tenhamos mais uma vez
Que repetir nossas histórias.

Prometi, vou cumprir:
Hoje vou falar de mim,
Contando minhas verdades.

Sou eterno na criação divina.
Fiz transições e mutações
Até a condição humana,
Quando me fiz aprendiz da vida.

Fui rude nas cavernas,
Insaciável nos instintos.
A natureza tive como mestra.
Desenvolvi valores, me fiz pertinaz,
Destemido, me fiz bravo, lutador,
Obediente às leis, aos limites
Da rude comunidade, até a liderar.
Me fiz mestre e ensinei
A minha gente a superar limites.

Conheci outras formas de viver.
Convivi com o mar, me fiz navegador.
Conheci sua força, seu poder e revolta,
Aprendi a respeitá-lo e conhece-lo.
Guiando-me pelas estrelas
Aprendi a ouvir suas advertências,
Seus prognósticos e alertas.
Me fiz disciplinado e obediente.
Nos fizemos amigos.
Lhe sou grato por ter me ensinado
A respeitá-lo para ser preservado.
Cultivei a terra, aprendi amá-la
Por me sustentar a vida.
Vi e a reconheci útero fértil,
Transformando a pequena semente
Em relva, arbusto, árvores gigantes,
Gestando florestas, matas e capões.
Não existissem, a Terra não seria
Habitada pelos homens e animais.
Aprendi com ela a determinação,
A constante luta pela sobrevivência,
O reconhecimento da presença do Pai,
A semelhança com o seu processo evolutivo.
Desenvolvi minha gratidão
Pelo que me ensinou e sustentou.

A natureza me fascina.
A magnitude do sol, o poder das águas
Que geram e alimentam a vida,
Sem nada cobrar e a todos irmanar.
Doam à toda criação e nada cobram
E tudo celebram, na sua constante.
Amam sem fazer escolha ou seleção.
Basta carecer para os ter à disposição.
Com eles aprendi
A dar de graça o que vem do Pai.

Convivi em comunidades ribeirinhas,
Em planaltos e planícies,
Me adaptando as suas regras e exigências.
Precisei adequar hábitos de vida
Para me fazer saudável de corpo e mente.
Me fiz mais um aluno comunitário.
Aprendi a “servir amando”
Sem nunca ter ouvido falar do Cristo,
Tão primitivas minhas vivências.

Um dia me atrevi e pedi:
Quero, preciso renascer para crescer
Em outro padrão de civilização.
Atendido fui, me fiz social,
Tomo consciência de quem sou,
Da minha filiação divina.
Descubro o Cristo, suas leis e princípios,
Gratifico-me em ser seu filho.

Me ponho disponível a ser discípulo
E vivencio vivências de aprendizado.
Umas mais suaves, outras severas e penosas.
Enfrento lutas, batalhas e dores.
Sofrimentos convivem comigo,
Tudo passo sem reclamar.

Me faço estóico, desenvolvo a fé.
Busco tudo saber, aprender,
Alimentando o desejo de ser melhor,
Respeitoso de leis e princípios,
Responsável na tarefa do amor
Pelo meu semelhante, a humanidade.

Venho exercendo meu mister,
Participando de experiências de tantos
Que, como tu,
Despertaram ao chamado do Cristo:
“Vem e ajuda”
Aos teus irmãos de caminho.



O Caminheiro

Recebido por Nydia Corrêa da Silva
Em 13 de novembro de 2001.

A História da Aura Celeste

Nas colunas desta revista têm passado em grande escala alguns monumentos da obra social do Espiritismo no Brasil. Essas referências merecidas deram plena satisfação à nossa consciência. Fazer justiça é um ato tranqüilizador e coloca o indivíduo em posição mais forte.

Hoje vamos referir-nos a um vulto espírita que no Rio de Janeiro desempenhou elevado papel doutrinário, como escritora, médium, poetisa e conferente. Trata-se da Sra. Adelaide Augusta Câmara (Aura Celeste), desencarnada em 25 de outubro de 1944 na capital federal e que à seara de Jesus dedicou a maior parte da sua vida e o melhor do seu tempo, até o esgotamento das forças físicas, trabalhando, pregando e espalhando a mancheias a luz espiritual, em conferências e sessões que presidia semanalmente no Asilo Espírita João Evangelista.

Aura Celeste, nome que recebeu do Alto em homenagem ao seu esforço de propagandista, ergueu o edifício do Asilo com esmolas angariadas de rua em rua, de viela em viela. E a Casa João Evangelista — como ela lhe chamava — viveu impregnada da sua alegria espiritual. As criancinhas eram educadas sem distinção de raça ou de cor e quando atingiam a maioridade podiam facilmente enfrentar a vida como taquígrafas, datilógrafas, telefonistas, professoras, etc., quando não saiam com seu dote material pelo braço do marido.
Tivemos ensejo de ler muitas pérolas do além devidas à sua mediunidade psicográfica, as quais, reunidas em volume, eram distribuídas gratuitamente. Alguns fascículos vieram ter às nossas mãos há mais de 25 anos, repletos de conselhos salutares firmados por espíritos de escol, como Spínola, Anália Franco, Romualdo e Bezerra de Menezes. Sabia-nos bem a sua leitura.

Aura Celeste abandonou as plagas terrestres e evolou-se como parcela de luz resplandecente. Ficou a sua obra, o seu poema de amor e caridade.

Mãe extremosa dos seus próprios filhos, mãe extremosa de filhos de outras mães, a todos acarinhou com igual afeto.

Foi um alto exemplo de amor ao próximo o vulto luminoso de Aura Celeste. E a sementeira que espalhou por terreno sáfaro —Sentimentais, Rumo à Verdade, Flores do Céu, Vozes de Alma, Luz do Alto, Palavras Esp fritas, Do Além, etc. etc. — iluminou muitas almas e trouxe outras ao redil.

Faz oito anos que “mudou de casa”, numa ascese grandiosa. Agora, do mundo onde se encontra pode auxiliar-nos com maior amplitude. Que o seu espírito se desentranhe em novas dádivas, abrindo caminho aos que ficaram a braços com grandes problemas, são os nossos votos mais ardentes, votos de quem labuta diariamente pela emancipação humana, sob a égide de Jesus, o nosso grande Mestre.

Aura Celeste. Lisboa, Estudos Psíquicos, 
Mensário independente ao serviço do 
Espiritismo luso-brasileiro, ano 13, n. 10, 
p. 303, out. 1952.